Quando alguém me pergunta quais são os equipamentos para vender frango frito, a conversa costuma começar pela fritadeira. É nela que aparece uma diferença importante: uma máquina pode fritar um bom frango e, ainda assim, não produzir a quantidade de que a loja precisa.
Nos projetos que acompanho, considero principalmente o tipo e a quantidade de fritadeiras. Para uma operação de alta demanda, também avalio o uso de uma estufa de empanados. O conjunto depende do frango que será vendido e do faturamento que a cozinha foi planejada para alcançar.
Já montei e operei deliveries de frango frito em formatos diferentes. Aprendi que comprar uma fritadeira capaz de preparar uma porção não responde à pergunta que interessa ao negócio: essa cozinha consegue produzir os pedidos que você quer vender, no horário em que eles chegam?
Comece pela produção que a cozinha terá de entregar
Antes de escolher modelos, defina o que vai sair da fritadeira. Você trabalhará com um único corte ou com cortes com e sem osso? Vai vender só frango ou também fritar acompanhamentos? Quanto pretende faturar e quantos pedidos isso representa para o seu cardápio?
Eu dimensiono a cozinha a partir desse objetivo de faturamento. Uma operação que quer validar um produto em pequena escala pode ter uma configuração. Uma loja planejada para vender muito mais precisa de outra. A meta orienta a quantidade e a capacidade das fritadeiras; os cortes do cardápio ajudam a decidir se uma cuba atende ou se será preciso trabalhar com duas.
Isso também explica por que duas cozinhas com a mesma meta podem comprar equipamentos diferentes. Uma vende principalmente um tipo de porção; outra trabalha com cortes que precisam seguir preparos diferentes. A segunda precisa organizar essas produções sem deixar uma esperando a outra.
Qual fritadeira escolher para vender frango frito?
Esta é a compra em que mais vejo pessoas confundirem conseguir fritar com conseguir produzir para vender.
Uma fritadeira doméstica pode fazer frango para sua família ou servir a um teste pequeno da receita. Eu não a tomaria como base de uma loja planejada para volume de pedidos. O limite aparece quando você precisa repetir a fritura muitas vezes e atender pessoas quase ao mesmo tempo.
Uma fritadeira profissional aberta, inclusive de bancada, pode ser uma porta de entrada. Já mostrei uma fritadeira com cesto dividido em que dá para trabalhar frango e batata. Ela frita, mas o tamanho do cesto limita o quanto sai por vez. Por isso, pode servir a uma operação mais contida e ficar curta para uma demanda alta.
A fritadeira de uma cuba à pressão é outra possibilidade que costumo apresentar a quem está começando com um investimento mais controlado. Em um dos modelos que demonstro, o cesto permite trabalhar uma quantidade maior de frango por leva. Se o cardápio se concentra em um corte, uma cuba pode fazer sentido para começar.
O limite aparece quando você precisa fritar produtos diferentes ao mesmo tempo. Se trabalha com corte com osso e sem osso e cada um pede seu próprio preparo, uma única cuba pode obrigar você a terminar um antes de começar o outro. O pedido fica preso nessa sequência.
Por isso, em projetos de maior volume, considero a fritadeira dupla. Com duas cubas, a cozinha ganha espaço para organizar frituras em paralelo e produzir mais no mesmo período. Em operações maiores, a quantidade de fritadeiras também pode crescer. O número certo depende do produto, da meta de vendas e dos pedidos que a equipe precisa liberar por horário.
Quem está começando não precisa necessariamente comprar a fritadeira mais cara. Conhecimento, metodologia e processos definidos também fazem parte da base do negócio. Comprar uma máquina cara, por si só, não garante que a loja vá produzir bem ou crescer.
Quando a estufa de empanados entra na operação?
Para quem pretende vender em alta escala, uso uma estufa própria para empanados como parte do planejamento. Em um vídeo, mostro um modelo digital de oito gavetas, com controle individual por bandeja. Depois de empanar e fritar, consigo organizar o frango pronto para liberar pedidos com mais rapidez durante o movimento.
Essa estufa ajuda a antecipar parte da produção. Com a temperatura e a configuração que ensino aos meus alunos, consigo manter o frango nela por 30 a 40 minutos com a qualidade que procuro. Estou falando do processo que demonstro com esse equipamento de oito gavetas.
É um recurso que apresento para alta demanda. Ele pode ajudar a liberar os pedidos rapidamente quando a produção é planejada para isso. Para uma loja menor, a necessidade dessa estufa depende do volume que se pretende atender.
Não existe uma quantidade única de fritadeiras para todas as lojas. O que eu avalio é o frango que será vendido, os cortes que precisam ser produzidos e o faturamento que o empreendedor quer alcançar. A partir daí, defino uma estrutura de cozinha capaz de trabalhar no volume pretendido.
O Chef Flávio Mariano já operou quatro deliveries de frango frito e hoje orienta empreendedores na escolha dos equipamentos e na estruturação da cozinha. Se você quer abrir um negócio de frango frito com a meta de faturar pelo menos R$ 30 mil por mês, entre em contato: (11) 96325-2694.

